sábado, 11 de abril de 2009

Técnologias para um futuro bem próximo - Parte 1

 Nada melhor do que sonhar com o futuro! Os exercícios de futurologia me deixam zonzo (como aquele da Micro$oft e seu mundo touch ou o celular pulseira da Nokia, o Morph). Mas que tal falar sobre o que vai revolucionar a tecnologia e já está aeh, na nossa cara? Abaixo seguem os vídeos da Microsoft 2019 e do Nokia Morph.





1. WiMAX - Rede sem fio de alta velocidade e longa distância
 O Wimax (Woldwide Interoperability for Microwave Acces/Interoperatibilidade Mundial para Acesso de Micro-ondas, dá-lhe Wikipedia!) é uma rede sem fio incrível, capaz de ter conexão de 75 MB/s com um alcance monstruoso de 50 Km em condições ideais. É algo tão bom que a demora para a implementação me incomoda. As empresas de telefonia devem temer essa rede. E como. Com uma rede Wi-Fi desse alcance, celular vai usar VoIP e a (absurdamente) cara rede 3G, ou a ainda mais cara rede GSM serão coisas de museu. Isso para não falar da internet finalmente chegando a confins do universo onde as operadoras não são obrigadas por lei a ir.

2. SSD - Um HD feito de memória FLASH
Ao invés de um disco magnético super refinado rodando a altíssimas rotações esse componente possuí memória FLASH, aquela do seu mp3 (ou meus pêsames, do seu mp4... tenho medo dessas coisas baratas que estragam tão rápido que saem caras) ou do cartão de memória. Nos HD's (disco rígido em yankês) aquele disco refinado faz com que eles sejam pouco duráveis e resistentes principalmente a choques, já que o refinamento nesse caso se traduz em fragilidade também. Além de que esse disco não roda sozinho e o motor que o faz devora um bocado de energia.
Os SSD's resolvem esses problemas. Sendo feitos de chips de memória flash eles não tem partes móveis frágeis e gastonas (de energia, porque o preço deles ainda anda alto). Pena que não duram para sempre, já que a memória FLASH tem um limite de escritas e leituras. Ainda são vendidos a preços exorbitantes (no site americano de vendas Newegg, um  SSD de 256 GB da Patriot está custando  US$ 595,00 e um HD comum de 250 GB da Toshiba custa US$ 59,99...ambos para notebook) e já são encontrados em notebooks mais caros. Afinal, economia de energia e resistência a choques faz com que sejam perfeitos para notebooks. Ainda não há tamanhos gigantescos como os dos últimos lançamentos de HD's, mas isso não é problema um problema muito grande para notebooks. Inclusive já existem discos com 512 GB, como o Toshiba abaixo.


Outro ponto interessante é que os SSD's são mais rápidos que os atuais HD's. Nem tanto lendo arquivos que estejam guardados em sequência, mais isso é pouco comum. Já estão aparecendo alguns desktops com SSD, mas ainda são poucos.

3. Uma doce utopia

Neste sonho meu, a nVidia e a AMD fazem sua própria plataforma de processadores jogando a pouco eficiente x86 fora e  tendo um desempenho muito melhor, de quebra parando de encher a caixinha de natal da Intel com royalities. Os processadores x86 atuais tem de ter retrocompatiblidade com os primeiros de quase 30 anos atrás, amarrando o desempenho.
 A Skynet, digo Google, faz um sistema operacional aberto, para o pessoal do Linux poder brincar tabém. Se a Intel realmente revogar o direito da AMD produzir processadores x86 a marca verdinha vai ter que se virar sozinha, e nada melhor para a nVídia que atrapalhar a intel largando de lado a plataforma dela e fazendo a própria. As duas juntas poderiam com certeza criar uma plataforma excelente.
Mas para dar certo tem de ter volume de vendas. Se a Micro$oft lançasse um Windows para essa plataforma era garantido o sucesso (infelizmente). Com os netbooks no mercado talvez dê certo uma com o Google fazendo o sistema operacional (desde que não seja beta...). Quem sabe?

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